Este foi um final de semana muito especial para o esporte brasileiro.
Tivemos bons resultados na Copa do Mundo de natação, na Volvo Ocean Race (competição de vela) com o Torben Grael, a nova conquista de Marílson dos Santos em Nova York e ainda o surgimento de um novo ídolo brasileiro na F1 com a grande corrida de Massa em Interlagos e a quase conquista do título.
Na natação (nas piscinas curtas de 25 m de Cingapura) foram 2 medalhas de ouro do Thiago Pereira (100 e 200 medley) e mais 2 de prata dele. Ainda foram 2 medalhas de pratas e uma bronze para Fabíola Molina, 2 de bronze de Eduardo Fischer e uma de bronze de Rodrigo Castro.
Nas velas, Torben Grael comandou a embarcação Ericsson 4 na conquista da 1ª etapa da Volvo Ocean Race.
Na maratona, Marílson já havia conquistado a Maratona de Nova York em 2006 e foi lá que ganhou destaque no Brasil e no mundo. Ontem repetiu o feito. Depois de uma disputa mais acirrada com o marroquino Abderrahim Goumri, conseguiu impor seu ritmo e concluir a prova em 2h 8min 44s.
Apesar de vibrar com cada um destes resultados, meu esporte favorito é mesmo a F1. E ontem para nós e para todo o resto do mundo que gosta da F1, foi um dia muito especial. Depois de toda a hegemonia de Michael Schumacher com os títulos de 2000 a 2004 pela Ferrari e das conquistas de Alonso em 2005 e 2006. Tivemos a aposentadoria de Schumacher no final da temporada de 2006. E o que aconteceu? Assim como em 2005 e 2006, tivemos em 2007 e 2008 disputas pelo título até a última etapa, que ocorreram em Interlagos.
Em 2005 e 2006, como já falei, deu Alonso (desbancando Raikkonen e Schumacher, respectivamente). Em 2007 a disputa foi ainda mais dura com 3 pilotos tendo possibilidade de conquista, Hamilton, Alonso e Raikkonen. Naquele ano, única vez a que fui a F1, Hamilton largou campeão. Perdeu posições na largada para Raikkonen e Alonso. Ainda assim, estava campeão. Cometeu dois erros bobos em seguida e caiu. Alonso era o campeão da vez. Hamilton tentava recuperar-se, mas não tinha jeito. A corrida avançou e Alonso continuava campeão. Enquanto isso, Massa, que já havia vencido no Brasil no ano anterior, dominava a corrida com Raikkonen em 2º. Com o avançar da corrida, percebeu-se que Hamilton não teria mais chances de conquista e daí inverteu-se a posição dos pilotos da Ferrari. Massa deixou de lado a segunda vitória no Brasil para permitir a Raikkonen conquistar o mundial de pilotos.
O mundial de 2008 teve seu fim ontem, também em Interlagos. Desta vez apenas Hamilton e Massa chegaram com chances de conquista do título. Hamilton com uma vantagem de 7 pontos em 10 disputados. Para Massa não havia muitas chances, mas mesmo assim acreditava e conseguiu contagiar a todos os brasileiros até os mais descrentes. Se as possibilidades eram pequenas, no treino classificatório Massa conseguiu deixar todos com uma pulga atrás da orelha ao conquistar a pole e ver Hamilton apenas em 4º. Conquistando a vitória, precisaria que Hamilton terminasse de 6º para trás.
A corrida estava marcada para começar às 15h. Pouco antes, quando já estava todos prontos para a largada veio uma chuva forte que logo se foi. A prova foi adiada em 10min e começou com a reta dos boxes e o S do Senna bem molhados, mas o restante quase seco. Todos largaram com pneus intermediários. A chuva se foi, mas o tempo permaneceu nublado dando pinta de que poderia voltar a chover a qualquer momento. A corrida evoluía com um pleno domínio de Massa e Hamilton fazendo ali o feijão com arroz para a conquista do título. Manteve-se a maior parte do tempo entre 4º e 5º. Poucas voltas para o final eis que a chuva volta, meio devagar é verdade, mas suficiente para gerar muitas emoções. A grande maioria corre para os boxes e coloca pneus intermediários. Vettel preciona Hamilton e conquista a posição faltando pouco mais que 2 voltas para o final. Hamilton agora era o 6º e Massa naquele momento era o campeão.
Na frente de Hamilton todos, com exceção de Glock (4º) estava em condições semelhantes quanto a pneus. Vettel não conseguia distanciar de Hamilton, mas também não dava pinta de que perderia a posição. As esperanças de Hamilton e da McLaren ficariam restritas praticamente a uma eventual ultrapassagem de Glock. O alemão da Toyota (Glock) cruza conclui a penúltima volta com uma vantagem de 15 s para Hamilton. Com pneus para pista seca bem gastos e com a chuva apertando no final, Glock não conseguiu manter o ritmo. Massa cruzou a linha de chegada confirmando a vitória e a torcida em Interlagos, sua família e acredito que todo o Brasil vibrou com a hipotética conquista do título na F1. Pouco depois, na última curva, Hamilton fazia a ultrapassagem em Glock, que mal conseguia manter o carro na pista, e partia ali para a sua consagração.
Podemos ter amargado uma conquista, que pareceu certa, mas devemos lembrar da difícil chances de Massa ontem. Devemos lembrar também que, até a volta 68 de um total de 71, Hamilton permaneceu campeão e fez uma corrida de "bundão", mas inteligente, como falou Massa outro dia. Fez o que tinha de fazer e conquistou o título pela regularidade no ano. Massa ontem pode não ter tornado-se campeão mundial na F1, mas certamente conquistou o Brasil. Quem ainda não acreditava em seu potencial, ontem teve mais uma prova de seu amadurecimento. Errou feio nas 2 primeiras provas do ano. Recuperou-se depois de forma espetacular. Fez uma grande corrida no complexo traçado de Mônaco com pista molhada e conquistou o maior número de vitórias no ano. Correu muito mal no molhado GP de Silverstone, enfrentou uma quebra de motor a 3 voltas de uma vitória certa na Hungria e um erro bizarro da equipe num reabastecimento de Cingapura. No geral, pudemos observar um grande crescimento de Massa no decorrer da temporada.
Ontem, inclusive, Massa não teve vida fácil. Assim como todos os outros pilotos, Massa encarou uma corrida extremamente complicada devido a chuva no início e no final da prova. Não cometeu erros e manteve um ritmo muito forte. Deixando em dúvidas aqueles que apregoavam incompetência de Massa em pista molhada. No final de semana foi soberano com a conquista da pole, melhor volta e vitória. Não cometeu erros, mesmo nas difíceis condições da pista. Em 3 anos de Ferrari, anotou 3 poles, 2 vitória e um segundo lugar. Vale ressaltar que no primeiro ano tinha Schumacher na Ferrari e que ano passado mostrou que, se não fosse pelo título de Raikkonen, poderia vencer sem problemas. É impressionante a sua relação com Interlagos.
Acho que Massa ainda tem muito a mostrar. Tomara que mantenha esta crescente de aprendizado.
Mostrando postagens com marcador F1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador F1. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, novembro 03, 2008
sexta-feira, agosto 24, 2007
Pré-GP Turquia
E no retorno das férias de verão a equipe McLaren, pelo menos tenta, manter um discurso de que não há uma guerra interna, que tudo não passa de conversa da impressa para vender mais. Bom ... o que se viu na Hungria é indiscutível. Vamos ver o que acontece nas próximas seis etapas até o final do ano. Estou muito curioso pelo GP deste final de semana, apesar de achar que os dois não se envolverão em confusão. Vai saber. É esperar para ver.
Quanto a toda discussão acerca de Alonso, foram lançadas três alternativas que estariam rondando a cabeça do bicampeão para o ano que vem. A primeira seria continuar na McLaren (seu contrato vai até 2009), a segunda seria uma mudança de equipe e a terceira uma retirada no ano que vem para um ano sabático (depois de Ross Brawn parece que está virando moda). A idéia da retirada poderia vingar com a conquista do título este ano.
O mais certo por enquanto parece ser a primeira. Ele tem um contrato de 3 anos, uma cláusula de rescisão que deve ser bem salgada e a McLaren tem hoje uma estrutura e um carro muito bom. O maior problema a lidar é a ausência de privilégios que acreditava que teria. Hamilton não dá mole e Ron Dennis não parece querer beneficiar um ou outro.
Quanto a possibilidade de mudança, Alonso teria três outras equipes em vista. Voltar a Renault seria a maior das possibilidades. O maior problema é o seu alto salário, que foge aos padrões da equipe. Outro problema é a multa pela rescisão. Outra possibilidade seria a Ferrari, mas Jean Todt parece que não vai muito com a cara de Alonso. A BMW é a última delas, mas esta já confirmou sua dupla de pilotos para o ano que vem.
Outro assunto que circulou esta semana foi a rejeição de Ralf por parte da Toro Rosso. O pior é que ele foi lá bater na porta da equipe, uma das piores por sinal, e recebeu um não. A situação de Ralf está bem complicada. A Toyota ainda não deu um ultimato, mas parece não ter muita vontade de ter Ralf como titular ano que vem. Acho que este será seu último ano. Outro que pode se complicar é Fisichella. Nelsinho deve entrar em seu lugar ano que vem, mas há possibilidade de Fisichella ter lugar na Williams.
Ainda esta semana foi assunto a declaração de David Coulthard de que a Ferrari teria sabotado Massa no treino classificatório da Hungria para beneficiar Raikkonen. Isso parece ter sido brincadeira ou muita viagem. A Ferrari não está em condições de fazer este tipo de coisa. E por falar em Ferrari, tomara que Ross Brawn acerte logo seu retorno para o ano que vem. A saída dele e Schumacher foi muito danosa para a equipe.
Se a situação está complicada para Massa conquistar o campeonato, o brasileiro precisa lutar este ano ainda por conquistar o máximo de pontos para a equipe, que ainda tem chances no mundial de construtores. Massa também precisa lutar para superar seu companheiro de equipe (Raikkonen) para não perder espaço na equipe e manter suas chances para as próximas temporadas. Para isso Massa precisa retormar urgentemente o ritmo que teve no início da temporada. Nas seis últimas etapas Massa teve o pior desempenho dentre os 4 que ainda disputam o mundial de pilotos (Hamilton 42, Raikkonen 37, Alonso 35 e Massa 26).
De resto só há a falar sobre os treinos de hoje. Ferrari confirmou sua superioridade no circuito e fez os dois melhores tempos do dia com Raikkonen na frente e Massa logo em seguida. A McLaren conseguiu o 3º e 6º tempo com Hamilton e Alonso, respectivamente. A surpresa ficou por conta da BMW com más classificações, 10º e 13º, mas não acredito que isso se confirme amanhã no treino classificatório. A Toyota surpreendeu pelo bom desempenho com um 4º e um 5º lugar. Rosberg, Kovalainen e Wurz mantiveram o desempenho constante que vêem apresentando.
Quanto a toda discussão acerca de Alonso, foram lançadas três alternativas que estariam rondando a cabeça do bicampeão para o ano que vem. A primeira seria continuar na McLaren (seu contrato vai até 2009), a segunda seria uma mudança de equipe e a terceira uma retirada no ano que vem para um ano sabático (depois de Ross Brawn parece que está virando moda). A idéia da retirada poderia vingar com a conquista do título este ano.
O mais certo por enquanto parece ser a primeira. Ele tem um contrato de 3 anos, uma cláusula de rescisão que deve ser bem salgada e a McLaren tem hoje uma estrutura e um carro muito bom. O maior problema a lidar é a ausência de privilégios que acreditava que teria. Hamilton não dá mole e Ron Dennis não parece querer beneficiar um ou outro.
Quanto a possibilidade de mudança, Alonso teria três outras equipes em vista. Voltar a Renault seria a maior das possibilidades. O maior problema é o seu alto salário, que foge aos padrões da equipe. Outro problema é a multa pela rescisão. Outra possibilidade seria a Ferrari, mas Jean Todt parece que não vai muito com a cara de Alonso. A BMW é a última delas, mas esta já confirmou sua dupla de pilotos para o ano que vem.
Outro assunto que circulou esta semana foi a rejeição de Ralf por parte da Toro Rosso. O pior é que ele foi lá bater na porta da equipe, uma das piores por sinal, e recebeu um não. A situação de Ralf está bem complicada. A Toyota ainda não deu um ultimato, mas parece não ter muita vontade de ter Ralf como titular ano que vem. Acho que este será seu último ano. Outro que pode se complicar é Fisichella. Nelsinho deve entrar em seu lugar ano que vem, mas há possibilidade de Fisichella ter lugar na Williams.
Ainda esta semana foi assunto a declaração de David Coulthard de que a Ferrari teria sabotado Massa no treino classificatório da Hungria para beneficiar Raikkonen. Isso parece ter sido brincadeira ou muita viagem. A Ferrari não está em condições de fazer este tipo de coisa. E por falar em Ferrari, tomara que Ross Brawn acerte logo seu retorno para o ano que vem. A saída dele e Schumacher foi muito danosa para a equipe.
Se a situação está complicada para Massa conquistar o campeonato, o brasileiro precisa lutar este ano ainda por conquistar o máximo de pontos para a equipe, que ainda tem chances no mundial de construtores. Massa também precisa lutar para superar seu companheiro de equipe (Raikkonen) para não perder espaço na equipe e manter suas chances para as próximas temporadas. Para isso Massa precisa retormar urgentemente o ritmo que teve no início da temporada. Nas seis últimas etapas Massa teve o pior desempenho dentre os 4 que ainda disputam o mundial de pilotos (Hamilton 42, Raikkonen 37, Alonso 35 e Massa 26).
De resto só há a falar sobre os treinos de hoje. Ferrari confirmou sua superioridade no circuito e fez os dois melhores tempos do dia com Raikkonen na frente e Massa logo em seguida. A McLaren conseguiu o 3º e 6º tempo com Hamilton e Alonso, respectivamente. A surpresa ficou por conta da BMW com más classificações, 10º e 13º, mas não acredito que isso se confirme amanhã no treino classificatório. A Toyota surpreendeu pelo bom desempenho com um 4º e um 5º lugar. Rosberg, Kovalainen e Wurz mantiveram o desempenho constante que vêem apresentando.
Marcadores:
2007,
Automobilismo,
F1,
F1-2007,
Turquia
Assinar:
Postagens (Atom)