Estudante de medicina agride morador de rua
Fico muito assustado todas as vezes que leio coisas deste tipo. Todas as vezes penso: "para onde estamos indo"? Este tipo de comportamento é admissível em nossa sociedade?
Estamos caminhando rumo ao precipício a passos largos e não será necessário acontecer nada excepcionalmente catástrofico na Terra para o planeta ser destruído. Ao mesmo passo que o homem é capaz de construir coisas fantásticas, é capaz de destruir a si mesmo e a todo o planeta. Não é necessário ir longe para perceber isso, bastar observar notícias como esta da violência com o morador de rua, agressões no trânsito, observar o quanto de lixo estamos produzindo, o quanto estamos modificando o planeta, desmatando ou consumindo seus recursos de forma desenfreada e estúpida.
Fico com a impressão de que a cada nova geração, o homem torna-se mais inconseqüente. Cada vez mais se dá valor ao que menos importa e o que passa a valer a lei do dinheiro pode tudo. Posso comprar tudo, até saúde e educação.
Ano passado fui monitor em uma disciplina em ciência da computação e fiquei surpreso com o número de casos de plágio que ocorreu. E depois ainda mais surpreso com as reações de um dos alunos que foi pego no plágio. Ao não admitir sofrer qualquer ônus por sua infração.
Para quem não conhece o livro "Admirável Mundo Novo" recomendo fortemente. Nos leva a refletir um pouco sobre nossa sociedade.
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segunda-feira, junho 29, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Bicicleta, trânsito, pessoas e comportamento
Vale a pena dar uma olhada no seguinte post no blog da Soninha.
Mais um luto
É impressionante como "importamos" um monte de objetos e comportamentos de outros países. Isso em si não é um problema. O problema está na seleção do que trazemos, que normalmente poderia ser melhor. Outro problema nosso (brasileiros) é a falta de respeito com a vida. Normalmente ficamos "chocados" com cenas de guerra ou grandes tragédias, mas coisas "corriqueiras" como um atropelamento passam despercebidos. São coisas "normais" da vida em uma cidade.
É muito interessante o comentário da Soninha sobre as matérias. Ontem eu li isso na Folha ou na UOL (acho que na Folha) e realmente fiquei pensando nisso. É impressionante como a pessoa atropelada passa a ser um corpo anônimo, que atrapalha o trânsito, ou melhor, a vida das outras pessoas. A preocupação não está no fato de que uma pessoa morreu em um acidente, que provavelmente poderia ter sido evitado, e sim no fato de seu corpo atrapalhar o trânsito.
Em nossa cultura vale a lei do mais forte tem a vez, daí pedestre que se cuide. Caminhão é quem manda, pois é o maior e o que pode fazer mais estrago. Procuro agir pela lei de que o pedestre tem prioridade, mas dirijo pensando que os outros seguem pela outra lei.
É verdade que muitas vezes fico puto com pedestres. Algumas vezes fica claro para mim que estou mais preocupado com a vida dele, que ele mesmo. Isso é complicado, pois se eu atropelo vou ser taxado de assassino ou coisa do tipo. No mínimo, como disse a Soninha, vou ficar com minha consciência pesada mesmo sem culpa alguma.
Ciclistas também têm suas condutas erradas. Já fui um e espero voltar a ser logo logo. Eu costumava andar em calçadas e andar na contra-mão. Coisas que hoje não recomendo e que não farei mais. Não tem sentido e é muito perigoso. Sobre não estar pedalando, isso tem um pouco de preguiça mesmo, mas também vem da cultura geral de que bicicleta é algo que não deve existir.
No prédio em que moro desde Fevereiro de 2008 o nosso querido "síndico" instituiu que bicicletas não têm espaço na garagem, apesar de haver espaço disponível para isso, seja atrás do meu carro ou em locais onde poderia haver um bicicletário. A desculpa é que carros podem ser riscados pela passagem das magrelas ou que os espaços podem ser eventualmente necessários para outras coisas.
O cara é sem noção. Proibiu também os porteiros de receberem encomendas que não venham pelos Correios (em outras palavras, compras pela internet) quando o condômino não estiver no apartamento e decidiu acabar com o salão de jogos. Já faz algum tempo que estou me preparando para um embate com o xumbeta. Por hora, só falei com ele uma vez pelo interfone e ele não foi lá muito simpático. Logo logo irei bater de frente com ele nas reuniões do prédio. Vou preparar uns textos legais para deixar ele calado e jogar a galera contra. Vamos ver o que acontece.
Mais um luto
É impressionante como "importamos" um monte de objetos e comportamentos de outros países. Isso em si não é um problema. O problema está na seleção do que trazemos, que normalmente poderia ser melhor. Outro problema nosso (brasileiros) é a falta de respeito com a vida. Normalmente ficamos "chocados" com cenas de guerra ou grandes tragédias, mas coisas "corriqueiras" como um atropelamento passam despercebidos. São coisas "normais" da vida em uma cidade.
É muito interessante o comentário da Soninha sobre as matérias. Ontem eu li isso na Folha ou na UOL (acho que na Folha) e realmente fiquei pensando nisso. É impressionante como a pessoa atropelada passa a ser um corpo anônimo, que atrapalha o trânsito, ou melhor, a vida das outras pessoas. A preocupação não está no fato de que uma pessoa morreu em um acidente, que provavelmente poderia ter sido evitado, e sim no fato de seu corpo atrapalhar o trânsito.
Em nossa cultura vale a lei do mais forte tem a vez, daí pedestre que se cuide. Caminhão é quem manda, pois é o maior e o que pode fazer mais estrago. Procuro agir pela lei de que o pedestre tem prioridade, mas dirijo pensando que os outros seguem pela outra lei.
É verdade que muitas vezes fico puto com pedestres. Algumas vezes fica claro para mim que estou mais preocupado com a vida dele, que ele mesmo. Isso é complicado, pois se eu atropelo vou ser taxado de assassino ou coisa do tipo. No mínimo, como disse a Soninha, vou ficar com minha consciência pesada mesmo sem culpa alguma.
Ciclistas também têm suas condutas erradas. Já fui um e espero voltar a ser logo logo. Eu costumava andar em calçadas e andar na contra-mão. Coisas que hoje não recomendo e que não farei mais. Não tem sentido e é muito perigoso. Sobre não estar pedalando, isso tem um pouco de preguiça mesmo, mas também vem da cultura geral de que bicicleta é algo que não deve existir.
No prédio em que moro desde Fevereiro de 2008 o nosso querido "síndico" instituiu que bicicletas não têm espaço na garagem, apesar de haver espaço disponível para isso, seja atrás do meu carro ou em locais onde poderia haver um bicicletário. A desculpa é que carros podem ser riscados pela passagem das magrelas ou que os espaços podem ser eventualmente necessários para outras coisas.
O cara é sem noção. Proibiu também os porteiros de receberem encomendas que não venham pelos Correios (em outras palavras, compras pela internet) quando o condômino não estiver no apartamento e decidiu acabar com o salão de jogos. Já faz algum tempo que estou me preparando para um embate com o xumbeta. Por hora, só falei com ele uma vez pelo interfone e ele não foi lá muito simpático. Logo logo irei bater de frente com ele nas reuniões do prédio. Vou preparar uns textos legais para deixar ele calado e jogar a galera contra. Vamos ver o que acontece.
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sábado, dezembro 13, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
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