Como já era esperado Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá foram condenados.
Por tudo o que vimos durante todo este tempo não foi nenhuma surpresa. A impressão que ficou é de que são realmente culpados, mas será que são mesmo?
Meu questionamento aqui não tem a intenção de dizer que não são, mas sim de fazer uma crítica a nossa polícia e justiça como um todo. Achei tudo muito bizarro. Muitas falhas foram cometidas durante a investigação. Isso fez com que o julgamento fosse conduzido de forma a "eliminar" a tal terceira pessoa e não provar a culpa do casal.
Por tudo o que pudemos acompanhar, fica a impressão de que a polícia dispõe de recursos avançados e tal, mas o que falta é um melhor treinamento de seu pessoal para preservar a cenário do crime e para realizar as investigações e perícias de uma forma mais precisa e direta.
Seria muito bom que este caso servisse para maiores investimentos em treinamento para a polícia senão a justiça ficará a deriva e fará julgamentos às cegas. Isso acarretará inevitavelmente em injustiças, levando inocentes a cadeia ou deixando criminosos impunes.
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sábado, março 27, 2010
sábado, outubro 25, 2008
Pai de Eloá
Em Alagoas, a cada dia, surge mais e mais histórias envolvendo o pai da Eloá. O cara está cada vez mais enrrolado.
Ex-cabo é suspeito de mais um crime
Para polícia, Lindemberg é parceiro do pai de Eloá
Ex-cabo é suspeito de mais um crime
Para polícia, Lindemberg é parceiro do pai de Eloá
sexta-feira, outubro 24, 2008
Segurança: Alagoas x São PAULO
Humor negro, é verdade, mas ficou muito bom.

Sobre o pai da Eloá, eu não sei quem fala a verdade. Mas uma coisa eu não tenho dúvidas, precisamos cobrar com urgência uma revisão das políticas públicas de segurança em todo o território nacional.
Acho que a população deveria tomar o caso da Eloá para refletir não se o tiro do xumbetinha foi antes ou depois da explosão da porta, mas sim para o fato de que nossa polícia está despreparada e isso é conseqüências das decisões de nossos representantes dos 3 poderes. Do executivo pela falta de prioridades e investimentos, fora o jogo de cena para eleições. Do legislativo pela falta de cobrança ao executivo e a ausência de prioridade nas votações. Quando deveriam estar preocupados com a solução de problemas da sociedade, normalmente estão discutindo aumento de salários, verbas, barganhando cargos para aliados ou com picuinha política.
Preocupam-se em cassar o mandato da vereadora Soninha, que em entrevista durante campanha para a prefeitura de São Paulo falou estar decepcionada com o fato de que TODAS as votações são ARRUMADAS com trocas de favores. Disse que sabia, como todos nós, que havia "compra" de votos em algumas situações, mas ficou decepcionada ao perceber que era sempre. Sempre que algo é votado, todos já sabem o resultado só não o placar. Sempre rolando algo em troca, não apenas dinheiro, mas muitas vezes "favores". Quando questionada por nomes, não citou. Soninha errou ao falar aquilo abertamente na posições de vereadora e candidata a prefeita, mas, não fosse a verdade conhecida de todos nós, não teria incomodado aos políticos da casa.
Finalmente, conseqüência do judiciário também por toda a sua ineficiência. Quanto ao judiciário, não temos uma responsabilidade direta. Entratanto, quanto ao executivo e ao legislativo, estes tempo responsabilidade direta. Nós somos os responsáveis por escolhê-los e por fiscalizar e cobrar. Coisas que normalmente fazemos mal ou simplesmente deixamos de fazer com a desculpa de que política é muito chata e que é tudo ladrão e pilantra. Política pode ser chata, mas está em nossas vidas desde que deixamos de ser nômades e decidimos morar juntos e compartilhar espaços e serviços.
Por fim, apenas mais dois comentários. Primeiro sobre a decisão da família de Eloá quanto a doação de órgãos. Decisão que, pensada ou não, foi muito inteligente. Não só pela doação em si, mas principalmente pela cobertura que recebeu da imprensa e conseqüente campanha em prol da causa.
O segundo comentário fica por conta da atuação da imprensa. Esta precisa refletir um pouco sobre o seu papel. A imprensa é algo importante e vital na democracia. Serve para evitar excessos e para informar, mas se mal intencionada pode causar sérios danos. Por hora quero falar apenas do jornalismo medíocre a que temos presenciado na cobertura do caso Eloá. Primeiro, com a cobertura durante cárcere privado, que mantinha o criminosa mais informado sobre as ações da polícia, que a polícia acerca das ações do criminoso. Imagino até que a ação policial pode ter sido afetada de alguma forma por todo o foco que a imprensa nacional deu ao caso, gerando imagens de cada movimentação dos policiais.
Segundo pela cobertura deixar de buscar informar a população e passando a simplesmente buscar audiência. A toda hora com informações redundantes e imprecisas, devido a busca da exclusividade e em ser o primeiro a noticiar. Um bom exemplo disso que falo é o Jornal Nacional de Sexta. Quase que sua totalidade dedicou-se a reprisar as cenas da invasão e a informar, mal, sobre o estado das vítimas e do criminoso. Não havia muito o que informar sobre as vítimas, o fato tinha acabado de acontecer e os médicos ainda começavam os procedimentos no hospital. Sobre a Eloá noticiaram sua morte e depois voltaram atrás. Disseram que ela teve uma parada e que a assessoria de imprensa do Governo notificou a morte, depois voltou atrás dizendo que tinha sido reanimada. Fica a imprenssão de que estão torcendo contra, pois a tragédia dá audiência.

Sobre o pai da Eloá, eu não sei quem fala a verdade. Mas uma coisa eu não tenho dúvidas, precisamos cobrar com urgência uma revisão das políticas públicas de segurança em todo o território nacional.
Acho que a população deveria tomar o caso da Eloá para refletir não se o tiro do xumbetinha foi antes ou depois da explosão da porta, mas sim para o fato de que nossa polícia está despreparada e isso é conseqüências das decisões de nossos representantes dos 3 poderes. Do executivo pela falta de prioridades e investimentos, fora o jogo de cena para eleições. Do legislativo pela falta de cobrança ao executivo e a ausência de prioridade nas votações. Quando deveriam estar preocupados com a solução de problemas da sociedade, normalmente estão discutindo aumento de salários, verbas, barganhando cargos para aliados ou com picuinha política.
Preocupam-se em cassar o mandato da vereadora Soninha, que em entrevista durante campanha para a prefeitura de São Paulo falou estar decepcionada com o fato de que TODAS as votações são ARRUMADAS com trocas de favores. Disse que sabia, como todos nós, que havia "compra" de votos em algumas situações, mas ficou decepcionada ao perceber que era sempre. Sempre que algo é votado, todos já sabem o resultado só não o placar. Sempre rolando algo em troca, não apenas dinheiro, mas muitas vezes "favores". Quando questionada por nomes, não citou. Soninha errou ao falar aquilo abertamente na posições de vereadora e candidata a prefeita, mas, não fosse a verdade conhecida de todos nós, não teria incomodado aos políticos da casa.
Finalmente, conseqüência do judiciário também por toda a sua ineficiência. Quanto ao judiciário, não temos uma responsabilidade direta. Entratanto, quanto ao executivo e ao legislativo, estes tempo responsabilidade direta. Nós somos os responsáveis por escolhê-los e por fiscalizar e cobrar. Coisas que normalmente fazemos mal ou simplesmente deixamos de fazer com a desculpa de que política é muito chata e que é tudo ladrão e pilantra. Política pode ser chata, mas está em nossas vidas desde que deixamos de ser nômades e decidimos morar juntos e compartilhar espaços e serviços.
Por fim, apenas mais dois comentários. Primeiro sobre a decisão da família de Eloá quanto a doação de órgãos. Decisão que, pensada ou não, foi muito inteligente. Não só pela doação em si, mas principalmente pela cobertura que recebeu da imprensa e conseqüente campanha em prol da causa.
O segundo comentário fica por conta da atuação da imprensa. Esta precisa refletir um pouco sobre o seu papel. A imprensa é algo importante e vital na democracia. Serve para evitar excessos e para informar, mas se mal intencionada pode causar sérios danos. Por hora quero falar apenas do jornalismo medíocre a que temos presenciado na cobertura do caso Eloá. Primeiro, com a cobertura durante cárcere privado, que mantinha o criminosa mais informado sobre as ações da polícia, que a polícia acerca das ações do criminoso. Imagino até que a ação policial pode ter sido afetada de alguma forma por todo o foco que a imprensa nacional deu ao caso, gerando imagens de cada movimentação dos policiais.
Segundo pela cobertura deixar de buscar informar a população e passando a simplesmente buscar audiência. A toda hora com informações redundantes e imprecisas, devido a busca da exclusividade e em ser o primeiro a noticiar. Um bom exemplo disso que falo é o Jornal Nacional de Sexta. Quase que sua totalidade dedicou-se a reprisar as cenas da invasão e a informar, mal, sobre o estado das vítimas e do criminoso. Não havia muito o que informar sobre as vítimas, o fato tinha acabado de acontecer e os médicos ainda começavam os procedimentos no hospital. Sobre a Eloá noticiaram sua morte e depois voltaram atrás. Disseram que ela teve uma parada e que a assessoria de imprensa do Governo notificou a morte, depois voltou atrás dizendo que tinha sido reanimada. Fica a imprenssão de que estão torcendo contra, pois a tragédia dá audiência.
terça-feira, outubro 21, 2008
É preciso defender os policiais dos políticos
Texto muito bom e situação lamentável.
É preciso defender os policiais dos políticos
É preciso, mais do que nunca, que nós simples cidadãos brasileiros percebamos que nós temos nossa parcela de culpa também. Muitos podem estar se perguntando: onde? Eu respondo, quando dizemos que não gostamos de política ou que nem queremos saber das eleições ou deste bando de ladrões. Precisamos ter muito cuidado no momento das eleições e durante seus mandatos, cobrar o que foi prometido.
A política está presente a todo momento de nossas vidas e um mal desempenho de um político pode afetar a vida de muitos de nós.
É preciso defender os policiais dos políticos
É preciso, mais do que nunca, que nós simples cidadãos brasileiros percebamos que nós temos nossa parcela de culpa também. Muitos podem estar se perguntando: onde? Eu respondo, quando dizemos que não gostamos de política ou que nem queremos saber das eleições ou deste bando de ladrões. Precisamos ter muito cuidado no momento das eleições e durante seus mandatos, cobrar o que foi prometido.
A política está presente a todo momento de nossas vidas e um mal desempenho de um político pode afetar a vida de muitos de nós.
quinta-feira, junho 05, 2008
Sobre as confusões no jogo Náutico x Botafogo
Recomendo a leitura do seguinte texto, de autoria de Sonia Francine (Vereadora de São Paulo).
Náutico X Fogo
Achei um absurdo o que a polícia fez. Acho que era caso do juiz da partida ter solicitado ao jogador a saída de campo (ele tinha ido ao banco), caso ele não respeitasse aí sim a polícia poderia entrar na história para retirá-lo. Se o jogador errou ao xingar, ao estar nervoso em campo, ou sei lá o que, isso era caso para a Justiça Esportiva decidir como advertí-lo.
Náutico X Fogo
Achei um absurdo o que a polícia fez. Acho que era caso do juiz da partida ter solicitado ao jogador a saída de campo (ele tinha ido ao banco), caso ele não respeitasse aí sim a polícia poderia entrar na história para retirá-lo. Se o jogador errou ao xingar, ao estar nervoso em campo, ou sei lá o que, isso era caso para a Justiça Esportiva decidir como advertí-lo.
quinta-feira, abril 17, 2008
Sobre o caso Isabella
Seguem dois textos interessantes sobre o caso Isabella:
Os que ficam (Sonia Francine G. Marmo)
O caso Isabella (Hélio Schwartsman)
Concordo plenamente com o posicionamento da Soninha. A imprenssa tem pregado um falso-profissionalismo e incitado a população a revolta quanto aos principais suspeitos. Observação, apesar de tudo o que é veiculado, o casal não passa de suspeito. Não importa o que eu, você, a Justiça ou a Polícia ache, ainda não foi apresentado nada que comprove a culpa deles.
Acho que tem muita gente querendo aparecer na TV e ganhar destaque, daí não só a impressa tem feito um mau trabalho, mas também o pessoal da Justiça e da Polícia. Toda hora aparece alguém da Justiça ou da Polícia para falar algo. Ao invés de focarem no seu trabalho ficam brincando de aparecer na TV e ficar falando de tudo o que há de novo sobre o caso.
Espero que se consiga esclarecer tudo e que os culpados sejam punidos com rigor. Espero também que, toda esta história, sirva de exemplo para a população tomar mais cuidado com seus filhos e que a Polícia e a Justiça evoluam, que melhorem suas formas de atuar. Não adianta de nada dispor das mais modernas tecnologias do mundo (como o trocinho lá que ajuda a encontrar vestígios de sangue e sei lá mais o que) e não adotar procedimentos de proteção a cena do crime, por exemplo.
Os que ficam (Sonia Francine G. Marmo)
O caso Isabella (Hélio Schwartsman)
Concordo plenamente com o posicionamento da Soninha. A imprenssa tem pregado um falso-profissionalismo e incitado a população a revolta quanto aos principais suspeitos. Observação, apesar de tudo o que é veiculado, o casal não passa de suspeito. Não importa o que eu, você, a Justiça ou a Polícia ache, ainda não foi apresentado nada que comprove a culpa deles.
Acho que tem muita gente querendo aparecer na TV e ganhar destaque, daí não só a impressa tem feito um mau trabalho, mas também o pessoal da Justiça e da Polícia. Toda hora aparece alguém da Justiça ou da Polícia para falar algo. Ao invés de focarem no seu trabalho ficam brincando de aparecer na TV e ficar falando de tudo o que há de novo sobre o caso.
Espero que se consiga esclarecer tudo e que os culpados sejam punidos com rigor. Espero também que, toda esta história, sirva de exemplo para a população tomar mais cuidado com seus filhos e que a Polícia e a Justiça evoluam, que melhorem suas formas de atuar. Não adianta de nada dispor das mais modernas tecnologias do mundo (como o trocinho lá que ajuda a encontrar vestígios de sangue e sei lá mais o que) e não adotar procedimentos de proteção a cena do crime, por exemplo.
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